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Fortaleza de Itaipu

Publicado: Terça, 23 de Agosto de 2016, 10h25 | Última atualização em Segunda, 13 de Julho de 2020, 08h34 | Acessos: 8998
A Fortaleza de Itaipu é um complexo sob jurisdição do Governo Federal, administrado pelo Exército Brasileiro, sede do 2º Grupo de Artilharia Antiaérea (2º GAAAe) – “Grupo José Bonifácio e Fernando de Noronha”, que engloba um sítio histórico onde estão situados os Fortes Duque de Caxias, Jurubatuba e General Rego Barros.
 
Envolvida por exuberante mata atlântica preservada, possui no seu entorno belas praias de ondas moderadas e águas cristalinas que encantam seus visitantes. Neste agradável recanto do município de Praia Grande-SP, militares e civis se reúnem em diferentes momentos, ora para a realização de eventos comemorativos do Exército ou da Pátria, ora para confraternizações visando ao lazer e à prática desportiva.
 
O histórico da fortaleza de Itaipu remete ao ano de 1902 quando foi iniciada sua construção, em decorrência do Aviso nº 5 do Plano de Defesa de Santos, a mando de Manoel Ferraz de Campos Salles - presidente da República. Quando as obras foram iniciadas, a Comissão passou a contar com o auxílio do 24º Batalhão de Infantaria, acampado na Praia Grande, sob o comando do capitão Tude Bastos Neiva Lima.
 
A primeira fortificação, que tinha por finalidade assegurar a defesa da Fortaleza contra um ataque terrestre, foi inaugurada com a designação de Bateria Gomes Carneiro, composta por um Paiol, um Posto de Observação e seteiras de canhão, localizados na curva do cotovelo da estrada que demandava para a Ponta do Itaipu. Em 5 de novembro de 1918 era inaugurada a Segunda Bateria do 5º Distrito da Artilharia de Costa, denominada Forte Duque de Caxias. Em 3 de outubro de 1919 era inaugurado o aquartelamento da Primeira Bateria, vindo a receber seus canhões Schneider em 12 de junho de 1920, passando a ser designado como Forte Jurubatuba, em homenagem à Ponta de Jurubatuba, onde se localizava. No mesmo ano, a fortificação constituída pelas baterias Gomes Carneiro, Jurubatuba e Duque de Caxias recebeu a designação de 3º Grupo de Artilharia de Costa - Fortaleza de Itaipu. Em 24 de maio de 1934 o 3º GAC passou a ser designado como 5º Grupo de Artilharia de Costa. Por ocasião da 2ª Grande Guerra, estudos foram realizados com a finalidade de aperfeiçoar o sistema de defesa existente, que indicaram a necessidade de aumentar o poder de fogo da Fortaleza de Itaipu. Como decorrência teve início a construção da Terceira Bateria, denominada de Forte General Rego Barros. Em 31 de março de 1960, o 5º Grupo de Artilharia de Costa, composto pelas baterias Gomes Carneiro, Jurubatuba e Duque de Caxias, foi extinto.
 
A partir de 1º de abril o 6º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (6º GACosM), que possuía sua sede em Santos, ocupou as instalações da velha Fortaleza, substituindo os canhões fixos Schneider Canet 150 mm pelos canhões móveis Vickers Armstrong 152.4 mm, ampliando o poder de fogo da defesa do litoral de Santos. Em 1999, os equipamentos foram substituídos pelo sistema de saturação de área Astros II, de origem brasileira, considerado uma cortina de defesa virtual. Em 2004 o 6º GACosM deixou a Fortaleza de Itaipu, sendo transferido para a cidade de Formosa (GO), onde passaria a ser denominado 6º Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes (6º GLMF), atualmete denominado 6º Grupo de Mísseis e Foguetes (6º GMF).
 
O 2º GAAAe, atual Organização Militar que ocupa as instalações do antigo 6º GACosM, foi criado em decorrência da ativação da 2ª Zona Militar Aérea, em 1940, na localidade de São Paulo – SP. Teve sua localidade transferida, para defender o arquipélago de Fernando de Noronha durante a 2ª Guerra Mundial (1942-44). Após tal fato, teve seu aquartelamento estabelecido na guarnição de Quitaúna – SP por 60 anos, sendo transferido para a localidade de Praia Grande a partir de 2004, fundindo sua história com a da Fortaleza de Itaipu, que abrigava o antigo 6º GACosM.
 
Mais informações e sobre visitação, visite o site do 2º Grupo de Artilharia Antiaérea.
 

 

 

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