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Militares da Brigada Anhanguera trocam a boina verde-oliva pela preta

Publicado: Quarta, 09 de Março de 2022, 09h48 | Última atualização em Terça, 15 de Março de 2022, 09h36 | Acessos: 445

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Campinas – Em 8 de março, os militares da 11ª Brigada de Infantaria Leve (11ª Bda Inf L) – Brigada Anhanguera receberam a boina preta, característica das organizações militares blindadas ou mecanizadas.

A mudança da boina verde-oliva para a preta é decorrente da mecanização da 11ª Bda Inf L, que até 2023 terá cerca de 125 blindados em suas organizações militares e passará a se chamar 11ª Brigada de Infantaria Mecanizada (11ª Bda Inf Mec).

Durante a solenidade de reorganização da Brigada, o Comandante da 11ª Bda Inf L, Agnaldo Oliveira Santos, entregou a boina preta ao Comandante Militar do Sudeste, General de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, e ao Comandante da 2ª Divisão de Exército, General de Divisão Edson Diehl Ripoli, que, por sua vez, entregaram a boina ao Estado-Maior da Brigada Anhanguera.

"Há um acerto muito grande em entregar esse contingente de viaturas Guaranis – mais de 120 que estão vindo para cá, que é o que há de mais moderno em termos de mecanização no Exército Brasileiro – para poder aportar a essa Brigada a capacidade dissuasória que ela tem como força, no futuro, de emprego estratégico do Brasil, para ser empregada como força expedicionária em qualquer parte do território nacional ou no exterior", afirmou o General Tomás.

Com a reorganização, o 2° Batalhão de Infantaria Leve (2º BIL), antes subordinado à 11ª Bda Inf L, agora pertence à 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel), e a subordinação do 4º BIL mudou da Brigada Aeromóvel para a Brigada Anhanguera.

Boina preta

A origem da boina preta como cobertura militar característica das unidades blindadas e mecanizadas remonta à Primeira Guerra Mundial, quando surgiu o carro de combate, para romper o imobilismo das frentes de combate e retomar a ofensiva.

Os primeiros carros de combate apresentavam constantes panes, motivo pelo qual o uniforme de sua guarnição permanecia constantemente sujo com manchas de óleo e de graxa.

Buscando proporcionar maior agilidade e conforto à guarnição embarcada, o velho capacete de aço foi substituído pela boina preta, cor escolhida para disfarçar as inevitáveis manchas de graxa e óleo.

Devido a seu aspecto prático, a boina preta passou a ser adotada como cobertura padrão da tropa blindada por vários Exércitos.

No Brasil, a boina preta foi adotada nas unidades blindadas na década de 1960, simbolizando a mística do combatente blindado, homem que lida com sofisticados materiais, capaz de operar em missões continuadas e que acredita no combate ofensivo como fator decisivo da vitória.

Fotos: Cb Ivonildo

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