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Seguindo o exemplo de Maria Quitéria, mulheres servem o Exército com dedicação, profissionalismo e garra

Publicado: Quarta, 08 de Março de 2023, 08h29 | Última atualização em Quarta, 08 de Março de 2023, 11h00 | Acessos: 3709

São Paulo (SP) – As mulheres estão isentas do serviço militar obrigatório, na forma prevista pela Constituição. No entanto, podem servir, voluntariamente, como militares de carreira ou temporárias.

No Estado de São Paulo, 910 mulheres compõem os quadros do Exército Brasileiro. Oficiais e praças do sexo feminino integram as mais diversas organizações militares do Comando Militar do Sudeste (CMSE).

É o caso da Tenente-Coronel (TC) Marília Santos Villas Bôas, chefe da Comunicação Social do Hospital Militar de São Paulo (HMASP) e militar do Exército desde 1999. "Aqui consegui atuar na minha área [Relações Públicas], conhecer pessoas incríveis e realizar missões que me encheram de orgulho", conta. "O Exército me mostrou que sou forte, capaz de fazer coisas como saltar em uma tirolesa, chefiar uma seção, organizar um evento de peso, entre outras habilidades que eu não sabia que tinha", completa.

A TC Marília faz parte do Quadro Complementar de Oficiais (QCO), composto por oficiais com curso superior realizado em universidades civis em áreas técnicas necessárias ao Exército. "Minha prima era oficial temporária e me incentivou a fazer o concurso", lembra.

A 2º Tenente Thamara Diehl, adjunto da Seção de Logística do 22º Batalhão Logístico Leve (22º B Log L), também é grata pelas oportunidades que a carreira militar lhe proporcionou. "Após formada, em virtude do meu conhecimento e aptidão no esporte de Orientação, passei a integrar a Comissão de Desportos do Exército desta modalidade e, atualmente, sou a vice-campeã Sul-Americana de Orientação", relata.

A Tenente Thamara foi uma das 23 mulheres que se formaram em 2021, na primeira turma mista da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), instituição de ensino superior responsável pela formação dos oficiais combatentes de carreira do Exército Brasileiro.

"A presença feminina nas Forças Armadas dá oportunidade às mulheres de contribuírem para engrandecer nossa Força", comenta. "Tivemos uma formação baseada na isonomia e marchamos juntos em prol do mesmo ideal. Abrir essa porta para as mulheres contribui para fortalecer toda a sociedade", acrescenta.

A história da mulher no Exército

A primeira participação de uma mulher em combate ocorreu em 1823. Maria Quitéria de Jesus lutou pela manutenção da independência do Brasil, sendo considerada a primeira mulher a assentar praça em uma unidade militar.

Foi por causa de Maria Quitéria que a 3º Sargento Heloisa Prates de Alcântara dos Santos, auxiliar do Aprovisionamento do Quartel-General Integrado (QGI) e membro da Base de Administração e Apoio do Ibirapuera, se interessou pelo Exército. "Lendo sobre Maria Quitéria, me interessei e fui procurar saber", diz.

A Sargento Heloisa é técnico temporária, forma de entrada às fileiras do Exército por cidadãos brasileiros voluntários em áreas de interesse da Força Terrestre. A admissão ocorre por meio de processo seletivo realizado pelas Regiões Militares e o contrato é de 12 meses, prorrogável por, no máximo, 8 anos.

Carreira

A mulher que deseja seguir carreira no Exército Brasileiro poderá prestar concurso de âmbito nacional para as seguintes escolas militares:

- Escola Preparatória de Cadetes do Exército: www.espcex.eb.mil.br 
- Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx): www.esfcex.ensino.eb.br 
- Escola de Saúde do Exército (EsSEx): www.essex.ensino.eb.br 
- Instituto Militar de Engenharia (IME): www.ime.eb.br 
- Escola de Sargentos de Logística (EsSLog): www.esslog.ensino.eb.br 

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